Rankings de Escolas 2020

Assumimos sem dificuldade que 2020 foi um ano atípico e pontuado por grandes dificuldades em todos os setores de atividade em Portugal e no Mundo. A Educação foi um dos que mais impacto sentiram dado que a planificação, execução e avaliação de todo o processo de ensino-aprendizagem, conforme o concebíamos, acabou por ter de ser reformulado por mais que uma vez. Um bom exemplo do que acabo de referir foi a migração de um sistema de ensino presencial para o de ensino a distância que, inevitavelmente, condicionou o acesso ao conhecimento, à consolidação das aprendizagens e à forma como estas foram avaliadas.

Um efeito direto do agora descrito foi a suspensão dos exames nacionais enquanto parte integrante do processo de avaliação dos alunos do ensino secundário, nos cursos científico-humanísticos. Efetivamente, tanto no ano passado quanto no que ainda decorre, a realização de exames pelos alunos passou a ser facultativa e os resultados das provas unicamente considerado enquanto prova de ingresso ao ensino superior. Por outras palavras, todos os alunos do 11º e 12º anos concluíram o ano de escolaridade tendo apenas por referência as classificações internas devendo sujeitar-se a exame se pretendessem candidatar-se ao ensino superior.

Já no caso do ensino profissional, esta medida acabou por não ter o mesmo efeito, uma vez que a avaliação externa nunca se fez condição para a conclusão do ensino secundário, razão por que os alunos que decidiram candidatar-se a prova de exame o fizeram, também e exclusivamente, para poderem ingressar nas universidades portuguesas.

Lançados estes pressupostos, o Ranking de Escolas 2020, a existir, teria de sofrer uma reformulação por duas ordens de razões:

  1. Boa parte das escolas nacionais não registou um número de provas entendido como mínimo para poderem ser consideradas em termos de ranking;
  2. Ao contrário de anos anteriores, em que apenas as classificações dos alunos dos cursos científico-humanísticos eram consideradas nos rankings, neste ano atípico, todas as provas realizadas, qualquer que fosse a oferta formativa frequentada, acabaram sendo consideradas. Efetivamente, as classificações em exame dos alunos do ensino profissional integraram o ranking, assim alterando as premissas e os resultados em diferentes agrupamentos de escolas.

 

Rankings: resultados obtidos pelo Agrupamento

 

Num olhar sobre o contexto do Agrupamento de Escolas de Vale D’Este, importa referir que, porque apenas 56 provas de exame foram realizadas, a nossa escola não integrou o ranking formalmente. Ainda assim, há dados que importa sublinhar com o intuito de procurar situar a nossa realidade no panorama do país. Desde logo, o facto de que a média dos exames, no Agrupamento, foi de 13,81 valores, assim ficando quase dois pontos percentuais acima da média de 2019, que se cifrou em 11,87.

Um outro dado publicado, e que se cruza com o anterior, é a média esperada para o Agrupamento (ranking de superação: resulta da aplicação de uma fórmula para a qual convergem diferentes variáveis, tais como o meio de inserção ou o número de alunos beneficiando de ação social escolar); neste caso, a média perspetivada para 2020 era de 12,87, o que significa que o resultado real dos nossos alunos (13,81) ficou acima deste valor em quase um ponto percentual (0,94).

Ainda que, e tal como anteriormente referido, o número de provas tenha inviabilizado uma colocação formal do nosso agrupamento no ranking, foi possível, partindo da média obtida, perceber que lugar ocuparia. Neste exercício meramente teórico, importa dizer que há uma escola com a mesmo média que o Agrupamento de Vale D’Este tendo ficado posicionada em 153º num total de 629 escolas, tanto públicas como privadas. Se deste universo considerarmos exclusivamente as escolas públicas, a classificação sobe para as cem primeiras classificadas (92ª posição).

 

Um dado verdadeiramente notável (que inclusive mereceu notícia de destaque no jornal Público, ed. 21 de maio de 2021) é o que se prende com os resultados do nosso Agrupamento no ensino profissional. Na verdade, e sob o título de “Barcelos com os melhores resultados no profissional”, aquela publicação dá conta de que é em Viatodos que mais alunos conseguem concluir os respetivos cursos em três anos, o que equivale a dizer que sem retenções.

 

Em síntese, e mesmo sabendo que os rankings não podem servir para perceber quem é o melhor e o pior, os dados publicitados são seguramente úteis para podermos trabalhar e, assim, continuar a evoluir. É esse o nosso propósito quando diante dos números: perceber o caminho que nos trouxe até aqui, reafirmar os procedimentos que nos ajudaram a melhorar e corrigir os que nos impedem de sermos ainda melhores com o propósito último de oferecermos aos nossos alunos plenas condições para o sucesso, seja na escola, seja, mais tarde, na vida.

 

Professor Jorge Pimenta

Adjunto do Diretor para o Ensino Secundário

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